quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Madeleine Peyroux emociona SP com força intimista do jazz

Belas e emocionantes. Não há palavras mais adequadas para definir as músicas, figura e apresentação de Madeleine Peyroux na noite desta terça-feira (18) no Via Funchal com lotação esgotada em São Paulo, segundo a organização do evento. Não é um show apoteótico, mas intimista, que comove pela sensibilidade das letras e interpretação da cantora e dos instrumentistas que a acompanham.

As cerca de 3.100 pessoas sentadas puderam conferir, durante uma hora e 45 minutos, por que a diva norte-americana que passou dez anos na França e começou a carreira se apresentando nas ruas de Paris, a exemplo da rainha francesa da chanson, Edith Piaf, é hoje em dia uma das mais aclamadas pela crítica de jazz mundial.

As canções passeiam no limiar entre o folk, o blues e o cool jazz, todas com bases acústicas. Mas, entende-se que Madeleine pertence ao novo time de divas do jazz porque há espaço para a improvisação de solos instrumentais em seu trabalho --elemento fundamental que caracteriza o gênero musical, sobretudo ao vivo. Ainda que haja mais groove do que imprevisibilidade. E também pela variação de tons de seus vocais.

A maioria das músicas apresentadas pela cantora foram do segundo e terceiro discos, "Careless Love" e "Half The Perfect World", respectivamente. Ela abriu a noite com "Blue Alert", escrita por Leonard Cohen e Anjani Thomas, fruto do trabalho mais recente. Em seguida vieram "Don't Cry Baby" e "Don't Wait Too Long", esta última uma das originais mais respeitáveis de Peyroux.

Para ler a matérica completa: http://musica.uol.com.br/ultnot/2007/09/19/ult89u8009.jhtm

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