quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Impugnação de João da Costa domina debate em Recife


Apesar da usual troca de acusações e tensão comuns a qualquer campanha política, os candidatos à prefeitura do Recife que participaram do debate da TV Globo, na noite desta quinta-feira, no Chevrolet Hall, em Olinda, promoveram uma discussão de alto nível. O ponto mais polêmico já era esperado - a cassação do registro do candidato João da Costa (PT), que continua em campanha.

Antes de começar o debate, João da Costa afirmou que a oposição fez um golpe articulado contra a sua candidatura. O petista responde em segunda instância a um processo por suposto uso da máquina pública em favor de sua campanha.

"A articulação é de golpe, de dizer que eu não sou mais candidato. É uma articulação de Mendonça, Raul e Edílson. Tem sido articulado porque os programas deles na propaganda eleitoral mostraram isso. E qual foi o resultado disso até agora? A gente está mudando a cidade, o Estado e o País. Só lhes restam os antigos métodos", declarou João da Costa.

Instituto toca "Racional", de Tim Maia, e faz show histórico no Rec-Beat


O Instituto fez um show inebriante, daqueles que entram para a história, na terceira noite do Rec-Beat 2007, que acontece até esta terça (20) no Cais da Alfândega, no Recife Antigo. O coletivo paulista reviveu o repertório do clássico da MPB "Tim Maia Racional", com participações de B Negão, Carlos Dafé, Thalma de Freitas e China.

O DJ Primo abriu o espetáculo com mixagens das canções, por volta das 23h40. Minutos depois, B Negão entrou no palco com "Quer Queira, Quer Não Queira" - era apenas o começo das mensagens "de um lugar superior", como diz a música, que já levou o público a um estado de êxtase. Os rifes estrondosos do guitarrista Fernando Catatau (Cidadão Instigado) anunciavam a celebração da "cultura racional", numa interpretação fidedigna dos arranjos originais.

Belíssima, com um vestido rodado e tomara-que-caia cinza, a cantora Thalma de Freitas chegou logo na segunda música: "Bom Senso". "Recife racional! A verdadeira luz da humanidade é a nossa capacidade de pensar. Não vamos estragá-la", disse. Ela soltou a voz e incorporou muito bem os versos "já senti saudade, já fiz muita coisa errada... Já pedi ajuda, já dormi na rua...". Em seguida, entoou "Guiné Bissau Moçambique e Angola Racional". Além dos metais bem executados e afinados de Tiquinho (trombone) e Serginho Santos (sax), o trompete de Cláudio Faria se destacou nesta canção.
Outras matérias no Rec-Beat 2007:

Erasto Vasconcelos faz show com clima de nostalgia no Rec-Beat



Erasto Vasconcelos evocou a animação do público com um show memorável, baseado em canções românticas, nostálgicas e alegres na noite deste sábado no Rec-Beat 2007. Arranjos bem construídos pela banda, somados aos 40 anos de carreira do cantor e compositor, resultaram num espetáculo de música popular poético e emocionante, intitulado "O Jornal da Palmeira".

A primeira música foi o "Baile da Betinha", dedicada a uma amiga de infância de Erasto. Romântica - e ideal para dançar agarradinho - a canção conta a história de um rapaz que se arruma para ir ao baile, "com paletó de linho" e que "dança até tango", se for preciso, com a amada ou pretendente. A banda pernambucana Eddie costuma interpretar esta música em seus shows, desde o lançamento do seu último CD.

Depois foi a vez de "Mauricéia", seguida de "Bloco da Rosa", um novo frevo de bloco com a letra singela, doce e terna. Um dos versos diz "que mania eu tenho de amor". Antes de apresentar a canção, Erasto a dedicou para todos os frevos da cidade, ritmo que completou cem anos no dia 9.

Casal ioiô luta contra "indo e vindo infinito"

Num dia, tudo é "love is in the air". No outro, já não sabem se querem continuar juntos. Se tal novela faz parte da sua vida, bem-vindo ao clube dos relacionamentos ioiô, aqueles cujas indas e vindas parecem infinitas e os amados sofrem quando estão juntos e separados.

Mas, afinal, por que isso acontece? De acordo com nove especialistas ouvidos pela Folha, o motivo principal é um embate entre o medo da intimidade e do compromisso e o pavor de ficar só.

A baixa auto-estima coloca um pouco mais de brasa nessa fogueira, diz o psicanalista Jorge Forbes. Sem esperança de ter uma relação melhor, os casais se agarram à que tem, mesmo insatisfeitos. Os atritos provocam brigas e separações, mas eles não conseguem romper de uma vez por todas.

A imaturidade dos enamorados também leva ao junta-separa dos casais ioiô, opina o psiquiatra Marco Antônio Spinelli. Nessa arena, entram em jogo uma intolerância à frustração e uma falta de capacidade de se manter num projeto amoroso.

Para ler a matéria completa: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4079.shtml

Indefinição no Fies prejudica bolsistas do Prouni

A apenas uma semana do encerramento do prazo de confirmação das bolsas do Prouni (Programa Universidade para Todos), o MEC (Ministério da Educação) ainda não definiu a data de abertura do Fies (Financiamento Estudantil). A indefinição prejudica bolsistas parciais (50%) do Universidade para Todos que precisam negociar com o governo federal o restante do pagamento das mensalidades. O fundo permite a cobertura de 25% do valor da dívida.

"Consegui uma bolsa parcial do Prouni (50%) no primeiro semestre de 2006, mas até agora não apareceu nada sobre o Fies, mesmo para quem obteve o benefício no 2º semestre. Terei de desistir de estudar porque não posso pagar os outros 50% da mensalidade", disse Giordano Santos, estudante do Unesc (Centro Universitário do Espírito Santo), em e-mail enviado ao UOL Vestibular. Somente no seu curso (medicina), há 25 bolsistas parciais do programa.

Para ler a matéria completa: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2006/07/07/ult798u15056.jhtm

30% das melhores empresas oferecem educação às famílias dos funcionários

Cerca de 30% das melhores empresas no Brasil, segundo ranking das revistas Exame e Você S/A em 2006, oferecem subsídios na educação para parentes dos funcionários. A pesquisa da FIA (Fundação Instituto de Administração), ligada à USP (Universidade de São Paulo), aponta que 44 (29,33%) das 150 eleitas cobrem as despesas em ensino dos empregados e de suas famílias.

O grande trunfo neste tipo de ação, segundo cinco especialistas ouvidos pelo UOL Educação, é uma permanência do profissional a longo prazo no trabalho. Para Jorge Duarte, gestor da área de desenvolvimento social do Senac/SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de São Paulo), os benefícios sociais criam uma fidelização e um comprometimento maior dos colaboradores para com a empresa.

Para ler a matéria completa: http://noticias.uol.com.br/educacao/ultnot/ult105u4726.jhtm

"1.000 Lugares Para Conhecer Antes De Morrer" é guia de viagem imprescindível

Com mais de dois milhões de cópias vendidas em todo o mundo, o livro "1.000 Lugares Para Conhecer Antes De Morrer", da jornalista americana Patrícia Schultz, se tornou obra de referência entre os guias de viagem porque apresenta destinos inusitados de maneira divertida e informativa.

Destacam-se, sobretudo, as escolhas dos itinerários, frutos de pesquisas realizadas durante sete anos. A jornalista apresenta os principais pontos turísticos do mundo, mas não fica apenas nos clichês consagrados. No Brasil, por exemplo, não se pode deixar de provar o acarajé nos tabuleiros das baianas, em Salvador, com indicação, preços e endereços das mais renomadas: Cira, Regina e Dinha.

Em termos de referências culturais, o guia não deixa a desejar. Schultz explica com excelência os contextos históricos e mostra conhecimento sobre as manifestações populares típicas de cada região. Há também dicas de passeios, estadias e locais preferidos de pintores, escritores e poetas famosos. No capítulo sobre a praia de Itacaré (BA), a autora enaltece as paisagens paradisíacas que serviram de inspiração e imortalizaram o romance "Gabriela, Cravo e Canela", de Jorge Amado.

Para ler a matéria completa: http://viagem.uol.com.br/ultnot/2006/10/19/ult2445u2729.jhtm

Livro revela arte pré-histórica e denuncia falta de preservação dos sítios arqueológicos no Brasil

Os interessados em artes, arqueologia, geologia, ecoturismo ou turismo cultural já podem ter uma coletânea de imagens ricas e inéditas das pinturas e gravuras executadas por populações indígenas antepassadas no Brasil.

Lançado na última terça-feira (6), o livro "Brasil Rupestre - Arte Pré-Histórica Brasileira" denuncia, sobretudo, a falta de preservação dos sítios arqueológicos nacionais e o quanto não se sabe sobre o passado do país antes da chegada dos invasores europeus. Os arqueólogos divergem sobre a datação dos primeiros registros no país - entre 10 mil e 30 mil anos atrás.

O cineasta e artista plástico Marcos Jorge, o doutor em pré-história pela Sorbonne André Prous e a doutora em arqueologia pela USP Loredana Ribeiro percorreram mais de cem sítios arqueológicos, distribuídos em 32 municípios de 15 Estados brasileiros, focados no tema da arte pré-histórica.

A obra é mais um tratado científico e artístico sobre a arte pré-histórica do que um guia para o conhecimento dos sítios arqueológicos. Não existem indicações para se chegar aos locais, e muitas áreas estão restritas às pesquisas de arqueólogos. A maioria dos sítios não tem infra-estrutura turística.

Apenas quatro conjuntos de sítios rupestres foram tombados em nível federal: Pedra do Ingá (PB), Serra da Capivara (PI), Lapa da Cerca Grande (MG) e Ilha do Campeche (SC). Empresas e ONGs também cuidam dos sítios da Praia do Santinho (SC) e da Lapa do Ballet (MG). Esses locais recebem visitações do público em geral.

Catártico, castelo de Neuschwanstein possui cenário de conto de fadas


Se existe um cenário de conto de fadas no mundo real, este lugar é o castelo de Neuschwanstein, na baviera alemã.

Localizada numa magnífica paisagem montanhosa, a construção do século dezenove desperta aquela sensação de catarse quando se vê uma obra de arte: imponente e encravada em altas rochas, além de revestida de calcário cinza e imersa entre pinheiros, tem ao seu redor um lago azul turquesa (Schwangau) e a vila de Hohenschwangau, com suas típicas casinhas campestres.

Erguida entre 1869 e 1886 para o excêntrico rei Ludovico Segundo, a residência inspirou Walt Disney, por exemplo, a criar o castelo da Cinderela. A sensação de sentir-se no limite da realidade e da fantasia permeia toda a visita --há um certo surrealismo nos diversos ambientes do castelo.

No exterior, percebe-se a forte influência românica e medieval na arquitetura. Mas fica no interior do castelo, onde infelizmente não se pode fotografar, o mix de estilos capazes de deixar qualquer turista atordoado. São coloridas pinturas bizantinas; lustres de ouro em forma de coroa real (repletos de enormes pedras preciosas); painéis entalhados góticos; mobília ricamente decorada; mosaicos de bichos silvestres --um tanto modernos para a época-- e muita arte renascentista. Sem mencionar a existência de uma gruta azul no meio do castelo, próximo ao jardim de inverno. O panorama da paisagem natural, de dentro das janelas, também esbanja vistas de tirar o fôlego dos visitantes mais desavisados.

Após 4 anos, ex-vocalista do Cranberries volta à cena mais madura e com rock experimental

Após quatro anos se dedicando à vida em família, Dolores O'Riordan, ex-vocalista do Cranberries, volta aos palcos com a veia existencialista que lhe é peculiar desde os tempos da antiga banda. O marco da nova fase da carreira são as letras, agora fruto de uma fase mais madura da vida, e o experimentalismo na sonoridade, mais voltada para o rock. O primeiro álbum solo desde o fim do grupo, em 2003, é o "Are You Listening", cuja turnê de lançamento no Brasil começou em Porto Alegre (25) e termina em São Paulo nesta terça-feira (28).

O'Riordan explicou algumas canções do novo trabalho --sobre o que falam os temas e como foi o processo de composição. Um dos hits atuais é "Ordinary Day". Ela também adiantou que reviverá clássicos do seu grupo de origem. Estarão no repertório da apresentação "Linger", "Dreams", "Ode To My Family" e "Zombie", por exemplo.

Em entrevista ao UOL, a irlandesa de Limerick ainda fala da relação com as filhas e pessoas queridas que já morreram, filosofa sobre o sentido da vida e revela quais suas influências e preferências musicais na atualidade --entre elas Lily Allen, Amy Winehouse e Dido. E ainda protesta por mais "poder às mulheres" no mundo da música. Veja a íntegra: http://musica.uol.com.br/entrevistas/2007/08/27/ult3838u120.jhtm

Paulinho da Viola

Na música "14 Anos", Paulinho fala que seu pai o aconselhou a ser "doutor", em vez de seguir a carreira de músico. Ainda bem que ele não deixou seu samba encabulado de lado. Exatos 50 anos depois, e aos 64 de idade, o compositor lança o DVD "Acústico MTV Paulinho da Viola", cujo repertório de 21 músicas desfila por sucessos antigos, quatro inéditas e duas canções não tão conhecidas. O trabalho resultou numa primorosa produção, digna de quem faz com talento o que tanto gosta, após todo esse tempo. E se tornou um dos maiores sambistas da história.

O álbum não é mais do mesmo, fato comum quando se trata do formato acústico, porque Paulinho esteve à frente da escolha do cancioneiro (a única intromissão da gravadora foi a inclusão de "Nervos de Aço", de Lupicínio Rodrigues) e trabalhou detalhadamente as melodias com os músicos e suas três cantoras de apoio, entre elas Cristina Buarque.

O cantor revelou três novas pérolas: "Vai Dizer Ao Vento", "Bela Manhã" e "Ainda Mais", essa última em parceria com Eduardo Gudin. Da Viola ainda musicou "Talismã", cuja letra é de autoria de Arnaldo Antunes e Marisa Monte. Deu mais dois tiros certeiros: reviveu "Amor É Assim" e "Foi Demais", lançadas originalmente no disco "Zumbido" (1979). Não deixou faltar "Timoneiro", "Coração Leviano", "Sinal Fechado", "Para Um Amor no Recife" e "Pecado Capital". E só mudou o arranjo de "Tudo Se Transformou", agora mais lenta.

O DVD traz mais sucessos do que a versão em CD -entre eles "Dança da Solidão", "Onde A Dor Não Ter Razão", "Argumento", "Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida" e "Só O Tempo", além de um making of precioso, que conta com depoimentos de Elton Medeiros, Arnaldo Antunes e dos músicos que acompanham o cantor há uma longa data, a exemplo de Didinho, que está com ele faz 37 anos. A MTV também teve o cuidado de contextualizar didaticamente com legendas e fotos quem foram os criadores do samba carioca, à medida em que Paulinho explicava sua história com o ritmo, no bairro de Botafogo, no Rio.

O "Acústico MTV Paulinho da Viola" é um deleite sobre a trajetória de um verdadeiro phD do samba. (http://musica.uol.com.br/lancamentos/dvd/2007/10/12/ult2296u280.jhtm)

Interpol

Em um primeiro momento, este terceiro álbum do Interpol, "Our Love to Admire", pode vir a decepcionar os ouvintes acostumados ao impactante, forte e catártico "Antics", segundo disco da banda, lançado em 2004.

Porém, após algumas audições, percebe-se melhor a qualidade do novo trabalho. Os nova-iorquinos buscaram novos caminhos e conceitos musicais, o que denota personalidade e amadurecimento por parte da banda.

Com melodias menos pop do que o álbum anterior, as canções estão mais cruas e menos lineares. Não há aqueles refrãos apoteóticos de "Antics", e tampouco existe a seqüência de "uma música melhor do que a outra".

O produtor Rich Costey, que já trabalhou com o Muse, construiu um clima misterioso, existencialista e em constante transformação no decorrer das músicas. Em "Lighthouse", última canção, os ecos da voz de Paul Banks evocam a sensação de se estar em um lugar inóspito, com paisagens intocadas.

A banda também utiliza efeitos que beiram à psicodelia e arranjos de guitarra mais trabalhados --e às vezes bem rápidos, a exemplo de "Who Do You Think" e "The Heinrich Maneuver".

Um grande diferencial do disco é o vocal de Banks. Agora agudo, lembra mais Michael Stipe do R.E.M., nos anos 90, do que o grave Ian Curtis (Joy Division), como no segundo álbum. A dramaticidade de sua voz produz um efeito devastador.

As letras continuam a falar de amores mal-resolvidos, questões existenciais e até da angústia que é viver sob o efeito das drogas, como em "Rest My Chemistry". "No I In Threesome" é candidata ao posto de maior balada dor-de-cotovelo do álbum.

Com "Our Love To Admire", conclui-se que o Interpol não fica apenas preso à cena atual que revitaliza o pós-punk --possui capacidade criativa para produzir música de qualidade além de fórmulas hypadas. (http://musica.uol.com.br/lancamentos/2007/07/30/interpol.jhtm)

Outras críticas de CDs e DVDs:

Ringo Starr: http://musica.uol.com.br/lancamentos/2007/10/23/ringostarr.jhtm

China: http://musica.uol.com.br/lancamentos/2007/11/05/china.jhtm

Kt Tunstall: http://musica.uol.com.br/lancamentos/2007/11/09/kttunstall.jhtm

Britney Spears: http://musica.uol.com.br/lancamentos/2007/11/14/britneyspears.jhtm

Siba e a Fuloresta: http://musica.uol.com.br/lancamentos/2007/11/12/siba.jhtm

Ira!: http://musica.uol.com.br/lancamentos/dvd/2007/08/14/ira_invisivel_dj.jhtm

Nando Reis: http://musica.uol.com.br/lancamentos/dvd/2007/08/01/nando_reis.jhtm

The Rakes mostra que rock dançante é sua especialidade no Festival Indie Rock

O The Rakes mostrou que música dançante é a sua especialidade durante o encerramento do Festival Indie Rock, nesta sexta-feira (27), em São Paulo. As quase 1.500 pessoas que compareceram ao evento, de acordo com a organização, pularam e dançaram sem parar ao som do rock de influência pós-punk do quarteto inglês almofadinha, a atração mais esperada da noite.

A banda encontrou uma platéia ainda tímida na abertura do show. Mas foi só tocar a segunda canção, "Retreat", que a pista começou a ferver. Em seguida o hit que tornou a banda conhecida no Brasil, "We Danced Together", do primeiro disco "Capture/ Release" (2005), e "We Are All Animals" embalaram de vez a festa do público.

"Vamos passar o dia de amanhã aqui, mas o pessoal do Rio de Janeiro nos disse que em São Paulo não tem nada para fazer... [eles se apresentaram na versão carioca do festival na última quinta-feira]. O que vocês acham?", perguntou, em tom de brincadeira, o vocalista Alan Donohoe aos paulistanos. No segundo seguinte gritou: "São Paulo Rock's!", cativando ainda mais a platéia.

Com rock romântico e vibrante, Magic Numbers faz show catártico no Festival Indie Rock em SP

O grupo The Magic Numbers, a atração mais aguardada do primeiro dia do Festival Indie Rock, em São Paulo, fez um show catártico na noite desta quinta-feira (26) no Via Funchal. Com duas horas de apresentação, a banda mostrou um rock romântico, enérgico e cativante para cerca de 1.800 pessoas, segundo a organização do evento.

The Magic Numbers é uma daquelas bandas cujo som cresce bastante ao vivo. Um rock and roll estonteante, harmônico, feito sob arranjos vibrantes e solos de guitarra que remetem a Neil Young, marcou o show. Não é à toa que o grupo tem influências do country e da era hippie dos anos 60. Foi a segunda vez no Brasil (na quarta-feira, 25, eles tocaram na versão carioca do festival), e sorte de quem assistiu.

Os exímios músicos do quarteto inglês emocionaram a platéia, visivelmente contente. A primeira música, "This Is A Song", do segundo álbum "Those The Brokes", abriu a vigorosa apresentação, baseada também em levadas de soul e groove e na suavidade sonora dos Mamas & The Papas. As vozes doces de Angela Gannon (teclados), Romeo Stodart (guitarra) e Michele Stodart (baixo) comandaram a atmosfera apoteótica e calorosa que tomaria conta do local dali em diante.Logo depois veio "Take a Chance", do CD mais recente. "Forever Lost", o hit mais conhecido nas rádios e pistas brasileiras, do primeiro CD, que leva o nome da banda, teve direito a coro e palmas sincronizadas. Em seguida, entoaram "Love's A Game", de refrão melódico e pop.

Para ler a matéria completa: http://musica.uol.com.br/ultnot/2007/07/27/ult89u7793.jhtm

Madeleine Peyroux emociona SP com força intimista do jazz

Belas e emocionantes. Não há palavras mais adequadas para definir as músicas, figura e apresentação de Madeleine Peyroux na noite desta terça-feira (18) no Via Funchal com lotação esgotada em São Paulo, segundo a organização do evento. Não é um show apoteótico, mas intimista, que comove pela sensibilidade das letras e interpretação da cantora e dos instrumentistas que a acompanham.

As cerca de 3.100 pessoas sentadas puderam conferir, durante uma hora e 45 minutos, por que a diva norte-americana que passou dez anos na França e começou a carreira se apresentando nas ruas de Paris, a exemplo da rainha francesa da chanson, Edith Piaf, é hoje em dia uma das mais aclamadas pela crítica de jazz mundial.

As canções passeiam no limiar entre o folk, o blues e o cool jazz, todas com bases acústicas. Mas, entende-se que Madeleine pertence ao novo time de divas do jazz porque há espaço para a improvisação de solos instrumentais em seu trabalho --elemento fundamental que caracteriza o gênero musical, sobretudo ao vivo. Ainda que haja mais groove do que imprevisibilidade. E também pela variação de tons de seus vocais.

A maioria das músicas apresentadas pela cantora foram do segundo e terceiro discos, "Careless Love" e "Half The Perfect World", respectivamente. Ela abriu a noite com "Blue Alert", escrita por Leonard Cohen e Anjani Thomas, fruto do trabalho mais recente. Em seguida vieram "Don't Cry Baby" e "Don't Wait Too Long", esta última uma das originais mais respeitáveis de Peyroux.

Para ler a matérica completa: http://musica.uol.com.br/ultnot/2007/09/19/ult89u8009.jhtm

Nação Zumbi faz show impecável para lançar "Fome de Tudo" em São Paulo

Os "malungos" da Nação Zumbi levaram 2.000 pessoas para o show de lançamento do disco "Fome de Tudo", no Citibank Hall, em São Paulo, nesta quarta-feira (21). Com 63% da capacidade de lotação da casa de shows, o que se viu foi uma catarse coletiva e uma apresentação impecável, que durou cerca de duas horas, com sucessos de todos os álbuns.

No palco, os músicos mostraram por que a Nação Zumbi é a melhor banda do Brasil da atualidade. A bateria de Pupillo, a percussão de Gilmar e Toca Ogan, o baixo de Dengue e a guitarra de Lucio Maia mantêm ao vivo a mistura de peso e influências diversas, que vão do rock ao dub. Os mangueboys conseguem se reinventar por outros caminhos musicais, como no novo CD, agora mais pop e melódico do que os anteriores. A crítica social permanece afiada. Também é nítida a evolução visual do espetáculo da banda com o passar dos anos. Outro ponto que merece ser enfatizado é que os vocais de Jorge Du Peixe agora soam limpos ao vivo --é possível entender claramente as letras após os treinamentos de canto do produtor Mario Caldato, na preparação de "Fome de Tudo". É por isso que o grupo continua a empolgar a platéia com a mesma energia de 15 anos atrás.

Os destaques da apresentação foram as novas versões de antigos sucessos, ora mais "metaleiros", ora mais "afrobetianos" e calcados em música jamaicana; as participações especiais da cantora Céu e do cantor conterrâneo Junio Barreto; e quatro telões que exibiam belas imagens psicodélicas, da cultura popular nordestina, do símbolo da capa do novo CD, entre outras, criadas pelo coletivo de VJs Embolex.

Para ler a matéria completa: http://musica.uol.com.br/ultnot/2007/11/22/ult89u8246.jhtm